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Bastien

(Portugal, 2016, 20’, dir. Welket Bungué)

Bastien é a história de um jovem de 24 anos que cresceu numa Instituição e há seis anos regressou à casa de sua família de acolhimento. Vivendo no fio da navalha, Bastien depende de um mundo ingrato e degenerado, entre sonhos que se desmoronam e vidas que se salvam.

Ficha Técnica

 

  • Argumento e Realização: Welket Bungué

  • Produção: ARRANCA PRODUÇÕES

  • Direção de Fotografia: Leandro Ferrão

  • Direção de Som: Júlio Pereira

  • Pós-Produção Audio: André Do Áudio

  • Montagem e Edição: Gonçalo Rabiais e Elisabete Mendes

  • Banda Sonora Original: Paulo Valente aka NEARFIELD

  • Direção de Arte: Raquel Laranjo

  • Guarda Roupa: Damara Ingles

  • Caracterização: Vera Caldeira

  • Direção de Produção: Gonçalo Pelágio

  • Produtor: André Lourenço

Sessões na Mostra

Online

14/09 a 19/09 - Plataforma Todesplay

Presencial

19/09, às 16h, Museu do Aljube (Portugal)

25 lugares / R. Augusto Rosa 42, 1100-059 - Lisboa

 

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19/09, às 16h (PRT), no Museu do Aljube 

Sessão de curtas + debate* O CINEMA COMO ESTRATÉGIA - RUMOS E POSSIBILIDADES PARA FILMES ANTIRRACISTAS, com 

 

  • ANGELA GRAÇA, nascida em Paris, de origem e nacionalidade cabo-verdiana e também de nacionalidade Portuguesa, é licenciada em Relações Internacionais pelo ISCSP e atualmente preside o Instituto da Mulher Negra em Portugal como voluntária, acumulando uma carreira profissional na Administração Pública, no Alto Comissariado para as migrações.

  • MAÍRA ZENUN, ​é artista, imigrante mãe, mulher negra brasileira em trânsito. Poeta desde a infância, publicou no blog Flores de Maio e participou da antologia "____ volta pra tua terra", da editora Urutau. Possui formação continuada em Ciências Sociais e Artes – Fílmicas, Poéticas, Performáticas e Fotográficas. Coordena e faz a curadoria de diversos ciclos de cinema negro.

  • MAMADOU BA, Cidadão português, nascido no Senegal. Vive há mais de duas décadas em Portugal, onde é ativista e militante anti-racista decolonial, dedicado às lutas pelos direitos humanos das pessoas racializadas e migrantes. É licenciado em Língua e Cultura Portuguesa pela Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar; titular de Curso de Tradutor pela Universidade de Lisboa, Doutorando em Sociologia no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Foi Membro Fundador da Associação Luso-Senegalesa, da Rede Anti-Racista de Portugal, da Diáspora Afrique, assim como da Aliança das Pessoas Africanas e de Ascendência Africana na Europa. Foi membro efetivo do Conselho da Administração da European Network Against Racism de 1999 a 2012, em representação de Portugal. Integra o Movimento SOS Racismo e a sua direção desde 1998 e participou na redação da Carta Aberta à ONU da Plataforma Afrodescendentes de Portugal. Integrou o Grupo de Trabalho Censos 2021, criado pelo governo pela inclusão da recolha de dados étnico-raciais. Foi membro da Comissão Permanente da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (CICDR), do Conselho Científico do Afroeuropean 2109 e de vários Conselhos Científicos de projetos académicos sobre a temática da desigualdade e do racismo. Integra o Equinox Steering Group e o Grupo de Trabalho para a Prevenção e Combate à Discriminação Racial. Tem vários artigos e participações em publicações sobre a temática do racismo, migrações e a diversidade étnico-racial.

  • MARTA LANÇA é editora do portal BUALA. Formada em Estudos Portugueses e doutoranda em Estudos Artísticos pela FCSH -UNL, tem trabalhado na área cultural em países africanos de língua portuguesa. Tem igualmente experiência em cinema, pesquisa, produção e programação. Organiza ciclos entre práticas artísticas e debates, como o "Paisagens Efémeras", dedicado a Ruy Duarte de Carvalho (2015), "Para nós por nós produção cultural africana e afrodiaspórica em debateo" (com Raquel Lima, 2018), "Eu sou esparsa e a liquidez maciça, gesto de Liberdade" (no maat em 2020) e a rede Terra Batida, a partir de conflitos socio-ambientais (com Rita Natálio). Traduziu livros do filósofo camaronês Achille Mbembe, tendo acabado de sair o Brutalismo, pela editora Antígona. Recentemente, coordenou a parte de Lisboa do projeto do "ReMapping Memories, lugares de memória Lisboa e Hamburgo", do Instituto Goethe.

  • FERNANDA POLACOW, vive entre Portugal e Brasil desde 2019. Mestranda em Antropologia Visual, é roteirista, realizadora e representante da Taturana em Portugal. Estuda e escreve sobre cinema e pós-colonialismo. Já escreveu e realizou para canais de televisão como Al Jazeera, HBO, Globo, RTP, NHK, entre outros. Indicada ao prêmio de Melhor Argumento Original pelo longa Mosquito, pela Academia Portuguesa de Cinema.

*sessão às 16h, debate às 17h (PRT)
 

19/09, às 10h (PRT) 

CAMINHADA LISBOA NEGRA: MEMÓRIA E POSSÍVEIS DIÁLOGOS SOBRE ESSA PRESENÇA NA CIDADE E NO PRESENTE, com 

 

  • ASSOCIAÇÃO BATOTO YETU PORTUGAL, organização sem fins lucrativos de danças tradicionais africanas que desenvolve um trabalho de apoio junto a crianças e jovens da área metropolitana de Lisboa. Batoto yetu significa “as nossas crianças” em suaíli. Entre as suas atividades, realiza as visitas guiadas “Espaços da Presença Africana em Lisboa”. 

Sobre a Caminhada: O percurso aborda a importância da cultura angolana, cabo-verdiana e brasileira no aparecimento e reconhecimento daquele que é considerado o maior património imaterial em Portugal: o fado. 

 

Inscrições pelo e-mail: mostrataturanapt@gmail.com, até 17/09


 

#OutrasHistóriasPossíveis: Os filmes Arriaga (Portugal, 2019), Bastien (Portugal, 2016), Chico Reis Entre Nós (Brasil, 2020), Dor Fantasma: Uma carta a Henry A. Kissinger ((Angola, 2020) e Eu Preciso Destas Palavras Escrita (Brasil, 2017) integram o eixo temático da Mostra OUTRAS HISTÓRIAS POSSÍVEIS: memória, vozes e disputa de narrativas. Esses filmes, de modo geral, abordam a memória que, de acordo com Edson Lopes Cardoso, militante do Movimento Negro desde os anos de 1970, é a "arma mais poderosa" para recuperar experiências individuais e coletivas apagadas e silenciadas pelo racismo. No curta Bastien, a história contada desde uma perspectiva juvenil aborda a cidade, a ideia de pertencimento, a condição de imigrante, relações familiares e dos jovens com instituições.

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Sobre o realizador

 

Welket Bungué é de etnia balanta, nasceu em Xitole (Guiné-Bissau) a 7 de Fevereiro de 1988 é ator e realizador guineense-português. Filho de Paulo T. Bungué, engenheiro florestal especializado na cultura do cajueiro, conhecedor exímio do território florestal guineense e filho de Segunda N'cabna, ex-militar e aposentada da Guarda Nacional Guineense. Teve como referência materna Ma de Fátima B. Alatrache, que exerceu funções muitos anos como professora na Guiné-Bissau. Welket iniciou a sua formação artística em 2005. É licenciado em Teatro no ramo de Atores (ESTC/Lisboa) e pós-graduado em Performance (UniRio/RJ). É Membro Permanente da Academia Portuguesa de Cinema desde 2015. Em 2012 foi distinguido com “Prémio de Melhor Ator” pela sua interpretação em 'Mütter'. Em 2019 produziu mais de seis curtas-metragens tais como 'Intervenção Jah', 'É Bom Te Conhecer' ou 'Corre Quem Pode, Dança quem Aguenta' e os seus filmes têm circulado internacionalmente por inúmeros festivais de cinema tais como o Africlap (França), Zanzibar Intl. Film Fest., Afrikamera (Berlim), IndieLisboa, DocLisboa, Fest. Intl. de Cinema do Rio de Janeiro ou o Stockholm Dansfilmfestival. Welket realizou as curtas-metragens 'Eu Não Sou Pilatus'(2019), 'Arriaga'(2019) e 'Bastien'(2016) no qual foi distinguido com os prémios “Melhor Ator” e “Melhor Primeira Obra” nos prémios Shortcutz 2017 em Viseu e Ovar respetivamente. Ainda em 2019 foi distinguido com o prémio “Angela Award - On The Road” no Subtitle Festival em Kilkenny, Irlanda dirigido por Richard Cook. Welket Bungué integrou o elenco de 'Joaquim' (Comp. Intl. Berlinale 2017), de Marcelo Gomes, 'Corpo Elétrico' (IFFR 2017), de Marcelo Caetano, 'Kaminey', de Vishaal Bahardwaj, 'Cartas da Guerra' (Comp. Intl. Berlinale 2016), de Ivo M. Ferreira e protagoniza Franz Biberkopf em 'Berlin Alexanderplatz', o novo filme do realizador afegão-alemão Burhan Qurbani ('We Are You, We Are Strong'). Desde 2016 que trabalha regularmente com a companhia de teatro Mala Voadora (Portugal). É co-fundador da produtora KUSSA, faz locução para entidades internacionais, desenvolve Escrita Dramática, Argumento de Cinema, Performances e Teatro. Atualmente vive em Berlim.