Yellow Fever 01 (1).jpeg
Febre
Amarela

(Quênia, 2012, 7', dir.  Ng'endo Mukii)

Uma exploração do sentimento de desconforto. A partir de lembranças e entrevistas, o filme foca a autoimagem de mulheres africanas e a busca quase esquizofrênica pela beleza imposta pela mídia.

Ficha Técnica

 

  • Diretora: Ng'endo Mukii

  • Animação: Ng'endo Mukii

  • Design: Ng'endo Mukii

  • Música, composição e performance: Kadialy Kouyate

  • Som: Ng'endo Mukii, James Hynes

  • Som e pós produção: The Sound Directors, London.

  • Mixagem: Mike Wyeld

  • Narração: Ng'endo Mukii

  • Entrevistas: Margaret Njeri Mereka, Abriana Njeri

  • Bailarinos: Chipo Kureya, Sam Nokuzola Moyo, Fumy Opeyemi

  • Diretor de Fotografia: Alex Macnaughton

  • Fotografia Stop Motion: Alex Macnaughton

  • Edição: Ng'endo Mukii

Outras contribuições:

  • Assistentes de set: Mirjam Baker, Soledad Aguilla

  • Runner: Christine Ndirangu

  • Dublagem: Christine Hooper, Josh Wedlake

  • Rotoscope: Yu Yu

  • Poster Backgrounds: Lillian Fang

Sessões na Mostra

Online

14/09 a 19/09 - Plataforma TodesPlay

Presencial

19/09, às 16h (PRT), Museu do Aljube (Portugal)

 

barra-2.png
todesplay_horizonta_monob.png

#ÁrvoreDaMemória: Os filmes Pontes Sobre Abismos (Brasil, 2017), Raízes (Brasil, 2020), Travessia (Brasil, 2017), Yellow Fever/ Febre Amarela (Quênia, Reino Unido, 2012) integram o eixo temático da Mostra ÁRVORE DA MEMÓRIA: busca da ancestralidade e combate ao apagamento e à invisibilidade. Esses filmes abordam, de maneira geral, dois temas principais e interrelacionados: o apagamento histórico das origens dos personagens – e suas buscas por restaurar a memória e a ancestralidade –, e o combate à invisibilização e embranquecimento dos corpos e das culturas que perpetuam o racismo. Febre Amarela questiona a padronização da imagem e da estética na mídia – no cabelo, na pele, no corpo – como uma forma de invisibilização de corpos e identidades que diferem dos discursos colonizadores.

17/09, de 10h às 13h (BRT), na Plataforma ZOOM 

Oficina CARTAS PARA UM FUTURO PRÓXIMO, com 

 

  • MICAELA CYRINO,  artista visual, educadora e ativista pelas pessoas negras vivendo com HIV. Atua como Consultora no Projeto "Awon Obirin - cuidando de quem cuida", a partir do fomento da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo e Educadora no Instituto Criar de TV e Cinema. Em 2015 participou da Sicaliptica-Residência artística “Cuerpo positivo” Quito-Equador, onde criou a performance Cura. Em 2009 foi palestrante no TEDx Vila Madá - Juventude e HIV/Aids e participou como palestrante na Conferência Mundial de Juventude Guanajato-México Adolescente e jovens vivendo com HIV/Aids. Fez parte do Intercâmbio Brasil/Jamaica Onu Mulheres- Mapeamento e intercâmbio de experiências entre adolescentes e jovens vivendo com HIV/Aids. Em 2008, fundou a Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids.

SOBRE O ENCONTRO: Em parceria com a Oficina Cultural Alfredo Volpi. Propõe trabalhar a escrita criativa e compartilhamento de ideias sobre a possibilidade de imaginar o envelhecer, se projetando para o futuro, referenciando-se no passado.

INSCREVA-SE AQUI, até 14/09.

19/09, às 16h (PRT), no Museu do Aljube 

Sessão de curtas + debate* O CINEMA COMO ESTRATÉGIA - RUMOS E POSSIBILIDADES PARA FILMES ANTIRRACISTAS, com 

 

  • ANGELA GRAÇA, nascida em Paris, de origem e nacionalidade cabo-verdiana e também de nacionalidade Portuguesa, é licenciada em Relações Internacionais pelo ISCSP e atualmente preside o Instituto da Mulher Negra em Portugal como voluntária, acumulando uma carreira profissional na Administração Pública, no Alto Comissariado para as migrações.

  • MAÍRA ZENUN, ​é artista, imigrante mãe, mulher negra brasileira em trânsito. Poeta desde a infância, publicou no blog Flores de Maio e participou da antologia "____ volta pra tua terra", da editora Urutau. Possui formação continuada em Ciências Sociais e Artes – Fílmicas, Poéticas, Performáticas e Fotográficas. Coordena e faz a curadoria de diversos ciclos de cinema negro.

  • MAMADOU BA, Cidadão português, nascido no Senegal. Vive há mais de duas décadas em Portugal, onde é ativista e militante anti-racista decolonial, dedicado às lutas pelos direitos humanos das pessoas racializadas e migrantes. É licenciado em Língua e Cultura Portuguesa pela Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar; titular de Curso de Tradutor pela Universidade de Lisboa, Doutorando em Sociologia no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Foi Membro Fundador da Associação Luso-Senegalesa, da Rede Anti-Racista de Portugal, da Diáspora Afrique, assim como da Aliança das Pessoas Africanas e de Ascendência Africana na Europa. Foi membro efetivo do Conselho da Administração da European Network Against Racism de 1999 a 2012, em representação de Portugal. Integra o Movimento SOS Racismo e a sua direção desde 1998 e participou na redação da Carta Aberta à ONU da Plataforma Afrodescendentes de Portugal. Integrou o Grupo de Trabalho Censos 2021, criado pelo governo pela inclusão da recolha de dados étnico-raciais. Foi membro da Comissão Permanente da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (CICDR), do Conselho Científico do Afroeuropean 2109 e de vários Conselhos Científicos de projetos académicos sobre a temática da desigualdade e do racismo. Integra o Equinox Steering Group e o Grupo de Trabalho para a Prevenção e Combate à Discriminação Racial. Tem vários artigos e participações em publicações sobre a temática do racismo, migrações e a diversidade étnico-racial.

  • MARTA LANÇA é editora do portal BUALA. Formada em Estudos Portugueses e doutoranda em Estudos Artísticos pela FCSH -UNL, tem trabalhado na área cultural em países africanos de língua portuguesa. Tem igualmente experiência em cinema, pesquisa, produção e programação. Organiza ciclos entre práticas artísticas e debates, como o "Paisagens Efémeras", dedicado a Ruy Duarte de Carvalho (2015), "Para nós por nós produção cultural africana e afrodiaspórica em debateo" (com Raquel Lima, 2018), "Eu sou esparsa e a liquidez maciça, gesto de Liberdade" (no maat em 2020) e a rede Terra Batida, a partir de conflitos socio-ambientais (com Rita Natálio). Traduziu livros do filósofo camaronês Achille Mbembe, tendo acabado de sair o Brutalismo, pela editora Antígona. Recentemente, coordenou a parte de Lisboa do projeto do "ReMapping Memories, lugares de memória Lisboa e Hamburgo", do Instituto Goethe.

  • FERNANDA POLACOW, vive entre Portugal e Brasil desde 2019. Mestranda em Antropologia Visual, é roteirista, realizadora e representante da Taturana em Portugal. Estuda e escreve sobre cinema e pós-colonialismo. Já escreveu e realizou para canais de televisão como Al Jazeera, HBO, Globo, RTP, NHK, entre outros. Indicada ao prêmio de Melhor Argumento Original pelo longa Mosquito, pela Academia Portuguesa de Cinema.

*sessão às 16h, debate às 17h (PRT)
 

(Yellow Fever)
YF Poster Bottles.jpg

Sobre a realizadora

 

Ng'endo Mukii é uma diretora de cinema premiada, mais conhecida por ‘Yellow Fever, 'seu documentário-animação explorando as influências ocidentais nos ideais de beleza das mulheres de África. Seu trabalho foca no uso da imagem em movimento para desvendar verdades que preferimos não nomear. Na prestigiosa conferência Design Indaba, ela apresentou sua palestra, ‘Film Taxidermy and Re-Animation’, propondo o uso da animação como meio de desumanizar a imagem ‘indígena’; um povo cuja imagem "real" está carregada de estereótipos e preconceitos de ser o "Outro". Ng'endo é graduada pela Rhode Island School of Design e possui um mestrado em Animação pela Royal College of Art. Ela é ex-bolsista da Berlinale Talents, da Residência de Roteirista Urucu Media REALNESS e da incrível residência de artistas do Instituto Goethe Bahia Vila Sul. Seus filmes ganharam vários prêmios, incluindo Silver Hugo para Melhor Curta de Animação no Festival Internacional de Cinema de Chicago, Melhor Curta-Metragem no Africa Magic Viewers Choice Awards, Melhor Animação no Kalasha Awards do Quênia e o Grande Prêmio Encounters Immersive. O último foi para seu primeiro filme feito em 360o/Realidade Virtual, Nairobi Berries. Ng’endo é uma leitora ávida, artista gráfica ocasional e palestrante. Ela é roteirista de várias séries com estreia previstas para Netflix e trabalha em Nairóbi como cineasta independente