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Nhemongueta Kunhã Mbaraete

(Brasil, 2020,  203', dir. Michele Kaiowá, Graciela Guarani, Patrícia Ferreira Pará Yxapy e Sophia Pinheiro)

O projeto Nhemongueta Kunhã Mbaraete é uma troca de vídeo-cartas entre três mulheres indígenas e uma não indígena, sob a perspectiva afetiva, etnofilosófica e crítica perante o processo atual de isolamento social e o universo que as permeia. O projeto é composto por 4 video-cartas nomeados como Conversas 1, 2, 3 e 4.

Ficha Técnica

 

  • Direção, fotografia e roteiro: Michele Kaiowá, Graciela Guarani, Patrícia Ferreira Pará Yxapy e Sophia Pinheiro

  • Montagem: Alexandre Pankararu e Fábio Costa Menezes

  • Produção e comunicação visual: Sophia Pinheiro

  • Obra Comissionada por Instituto Moreira Salles - Programa IMS Convida

#EmDefesaDaVida: Os filmes A Sússia (Brasil, 2018), Entremarés (Brasil, 2018) e Nhemongueta Kunhã Mbaraete (Brasil, 2020) integram o eixo temático da Mostra EM DEFESA DA VIDA: direito ao território e ao modo de viver. Os três filmes mostram diferentes modos de viver, a resistência e a luta por justiça socioambiental. E reafirmam que a garantia dos bens comuns (as águas, os territórios, as florestas etc.) e da diversidade cultural só é possível a partir da ação política organizada de forma autônoma por comunidades e redes. Em Nhemongueta, a troca de vídeo-cartas entre mulheres indígenas e uma não-indígenas passa por diversas questões, entre elas o conflito pela terra e o chamado racismo ambiental - quando populações vulnerabilizadas, como as quilombolas, indígenas e ribeirinhas, são submetidas à degradação ambiental, entre outros fatores, por sua exclusão de espaços institucionais de tomada de decisões.

Sessões na Mostra

Online

14/09 a 16/09 - Plataforma TodesPlay 

*online 48h, sempre das 20h - 20h (BRT)

Presencial

15/09, 15h30 (BRT), Centro Cultural São Paulo

Sala Paulo Emílio | 99 lugares (limitados a apenas 40% da capacidade)

Rua Vergueiro, 1000 - Metrô Vergueiro - São Paulo

 

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15/09, às 19h (BRT), na                        e no 

Debate: EM DEFESA DA VIDA, com 

 

  • NILCE PONTES PEREIRA, quilombola, agricultora familiar, agroecóloga, educadora popular, coordenadora nacional da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq) e membro do Fórum de Comunidades Tradicionais da Equipe de Articulação e Assessoria às Comunidades Negras do Vale do Ribeira.

 

  • BIA PANKARARU, natural do Território Indígena Pankararu, em Pernambuco. Trabalha como técnica em enfermagem na Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena no Pólo Base Pankararu. É militante indígena LGBTQI+ e produtora cultural, e atriz do longa Rama Pankararu, dirigido por Pedro Sodré.

  • SOPHIA PINHEIRO, pensadora visual. Interessada em processos de criação, gênero, sexualidade e epistemologias ameríndias. É realizadora dos filmes “TEKO HAXY - ser imperfeita” (2018) co-dirigido com a cineasta Mbyá-Guarani Patrícia Ferreira Pará Yxapy e “Nhemongueta Kunhã Mbaraete” (Programa IMS Convida, 2020), em colaboração com Graciela Guarani, Patrícia Ferreira Pará Yxapy e Michele Kaiowá.

  • SEMAYAT OLIVEIRA é uma jornalista, escritora e documentarista e especialista em Cultura, Educação e Relações étnico-raciais pela ECA-USP. Cofundadora do Nós, mulheres da periferia, atua há dez anos com foco em criar novos imaginários e narrativas sobre as mulheres brasileiras, a periferia e a população negra.

  • Intervenção poética de LUZ RIBEIRO, integra o grupo de pesquisa e teatro “coletivo legítima defesa”, escreve desde que fora alfabetizada e nem por isso se acha poeta, sonha com o dia que será poesia. Slammer. Luz é: mar-mãe de ben e filha-mar de odoya.

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Sobre as realizadoras

 

Graciela Guarani, pertencente à nação Guarani Kaiowá, é produtora cultural, comunicadora, cineasta, curadora de cinema e formadora em audiovisual. Uma das mulheres indígenas pioneiras em produções originais audiovisuais no cenário Brasileiro, tem um currículo que inclui direção e roteiro em 8 curtas metragens, uma série de vídeos cartas “Nhemongueta Cunha Mbaraete “ (IMS/RJ),co-direção e cinegrafista no longa My Blood is Red (Needs Must Film),  formadora no Curso Mulheres Indígenas e Novas Mídias Sociais- da Invisibilidade ao acesso aos direitos pela @onumulheresbr  e TJ/MS – MS 2019, Cineasta facilitadora na Oficina de Cinema – Ocupar a Tela: Mulheres, Terra e Movimento pelo IMS e Museu do Índio – RJ 2019, Convidada como debatedora da Mesa redonda Internacional de Mulheres na Mídia e no Cinema na 70a. Berlinale - Berlin International Film Festival 2020 @berlinale.

 

Michele Perito Kaiowá, formada em direção pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro, pertence ao povo Guarani Kaiowá. É professora na Escola Municipal Indígena Pai Chiquito (Panambizinho, MS) e participa da Ascuri (Associação Cultural dos Realizadores Indígenas). Formado em 2008 por jovens realizadores/produtores culturais Guarani, Kaiowá e Terena, a Ascuri busca, por meio de novas tecnologias de comunicação, criar estratégias de resistência para os povos indígenas do Mato Grosso do Sul (MS), fortalecer a luta pelo território tradicional e pela democracia midiática. Participou do projeto Nhemongueta Kunhã Mbaraete, trocas de vídeo-cartas com Graci Guarani, Michele Kaiowá e Patrícia Ferreira, comissionada pelo Instituto Moreira Salles durante a pandemia de Covid-19

 

Patrícia Ferreira Pará Yxapy, é professora e realizadora audiovisual indígena da etnia Mbyá-Guarani. Em 2007, cofundou o Coletivo Mbyá-Guarani de Cinema. Está finalizando seu primeiro longa e circula em festivais de cinema com o filme TEKO HAXY - ser imperfeita, codirigido com Sophia Pinheiro.  Em 2019, participou da mostra Performances Ameríndias do Doclisboa (Lisboa), participou como artista da 21ª Bienal de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil. Em 2020, teve sua primeira exposição individual na Berlinale, dentro da mostra do programa Forum Expanded e participou do projeto Nhemongueta Kunhã Mbaraete, trocas de vídeo-cartas com Graci Guarani, Michele Kaiowá e Sophia Pinheiro, comissionada pelo Instituto Moreira Salles durante a pandemia de Covid-19. Já realizou os filmes: As Bicicletas de Nhanderu; Desterro Guarani; TAVA, a casa de pedra; e No caminho com Mario.

 

Sophia Pinheiro é doutoranda em Cinema e Audiovisual do PPGCine - Programa de Pós-graduação da UFF; bacharel em Artes Visuais e mestre em Antropologia Social pela UFG. É pensadora visual, interessada nas poéticas e políticas visuais, etnografia das ideias, do corpo e marcadores da diferença, principalmente em contextos étnicos, de gênero e sexualidade.  Expôs seus trabalhos artísticos no Brasil e no exterior. É codiretora com Patrícia Ferreira Pará Yxapy do filme TEKO HAXY - ser imperfeita, professora da Academia Internacional de Cinema (RJ), foi artista residente do programa Formação e Deformação - Emergência e Resistência 2019, da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ) e participou do projeto Nhemongueta Kunhã Mbaraete, trocas de vídeo-cartas com Graci Guarani, Michele Kaiowá e Patrícia Ferreira, comissionada pelo Instituto Moreira Salles durante a pandemia de Covid-19 .

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