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Travessia

(Brasil, 2017, 5’, dir. Safira Moreira)

Num ensaio visual íntimo e poético, Travessia procura registros fotográficos de famílias negras. Enquanto explora histórias pessoais, o filme gradualmente adota uma postura crítica em relação à estigmatização e quase ausência de retratos de pessoas negras. Finalmente, nos afetando com uma contra-narrativa visual sensível do que permaneceu invisível.

Ficha Técnica

 

  • Direção, roteiro, montagem,  produção, som: Safira Moreira

  • Assistente de produção: Caíque Mello e Tuanny Medeiros

  • Fotografia e câmera: Caíque Mello

Sessões na Mostra

Online

14/09 a 19/09 - Plataforma TodesPlay

Presencial

19/09, às 16h (PRT), Museu do Aljube (Portugal)

25 lugares / R. Augusto Rosa 42, 1100-059 - Lisboa

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#ÁrvoreDaMemória: Os filmes Pontes Sobre Abismos (Brasil, 2017), Raízes (Brasil, 2020), Travessia (Brasil, 2017), Yellow Fever/ Febre Amarela (Quênia, Reino Unido, 2012) integram o eixo temático da Mostra ÁRVORE DA MEMÓRIA: busca da ancestralidade e combate ao apagamento e à invisibilidade. Esses filmes abordam, de maneira geral, dois temas principais e interrelacionados: o apagamento histórico das origens dos personagens – e suas buscas por restaurar a memória e a ancestralidade –, e o combate à invisibilização e embranquecimento dos corpos e das culturas que perpetuam o racismo. O curta Travessia reflete sobre o apagamento pela ideia de política da memória: a diretora vasculha registros fotográficos e problematiza a ausência histórica de retratos de pessoas negras.

19/09, às 16h (PRT), no Museu do Aljube 

Sessão de curtas + debate* O CINEMA COMO ESTRATÉGIA - RUMOS E POSSIBILIDADES PARA FILMES ANTIRRACISTAS, com 

 

  • ANGELA GRAÇA, nascida em Paris, de origem e nacionalidade cabo-verdiana e também de nacionalidade Portuguesa, é licenciada em Relações Internacionais pelo ISCSP e atualmente preside o Instituto da Mulher Negra em Portugal como voluntária, acumulando uma carreira profissional na Administração Pública, no Alto Comissariado para as migrações.

  • MAÍRA ZENUN, ​é artista, imigrante mãe, mulher negra brasileira em trânsito. Poeta desde a infância, publicou no blog Flores de Maio e participou da antologia "____ volta pra tua terra", da editora Urutau. Possui formação continuada em Ciências Sociais e Artes – Fílmicas, Poéticas, Performáticas e Fotográficas. Coordena e faz a curadoria de diversos ciclos de cinema negro.

  • MAMADOU BA, Cidadão português, nascido no Senegal. Vive há mais de duas décadas em Portugal, onde é ativista e militante anti-racista decolonial, dedicado às lutas pelos direitos humanos das pessoas racializadas e migrantes. É licenciado em Língua e Cultura Portuguesa pela Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar; titular de Curso de Tradutor pela Universidade de Lisboa, Doutorando em Sociologia no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Foi Membro Fundador da Associação Luso-Senegalesa, da Rede Anti-Racista de Portugal, da Diáspora Afrique, assim como da Aliança das Pessoas Africanas e de Ascendência Africana na Europa. Foi membro efetivo do Conselho da Administração da European Network Against Racism de 1999 a 2012, em representação de Portugal. Integra o Movimento SOS Racismo e a sua direção desde 1998 e participou na redação da Carta Aberta à ONU da Plataforma Afrodescendentes de Portugal. Integrou o Grupo de Trabalho Censos 2021, criado pelo governo pela inclusão da recolha de dados étnico-raciais. Foi membro da Comissão Permanente da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (CICDR), do Conselho Científico do Afroeuropean 2109 e de vários Conselhos Científicos de projetos académicos sobre a temática da desigualdade e do racismo. Integra o Equinox Steering Group e o Grupo de Trabalho para a Prevenção e Combate à Discriminação Racial. Tem vários artigos e participações em publicações sobre a temática do racismo, migrações e a diversidade étnico-racial.

  • MARTA LANÇA é editora do portal BUALA. Formada em Estudos Portugueses e doutoranda em Estudos Artísticos pela FCSH -UNL, tem trabalhado na área cultural em países africanos de língua portuguesa. Tem igualmente experiência em cinema, pesquisa, produção e programação. Organiza ciclos entre práticas artísticas e debates, como o "Paisagens Efémeras", dedicado a Ruy Duarte de Carvalho (2015), "Para nós por nós produção cultural africana e afrodiaspórica em debateo" (com Raquel Lima, 2018), "Eu sou esparsa e a liquidez maciça, gesto de Liberdade" (no maat em 2020) e a rede Terra Batida, a partir de conflitos socio-ambientais (com Rita Natálio). Traduziu livros do filósofo camaronês Achille Mbembe, tendo acabado de sair o Brutalismo, pela editora Antígona. Recentemente, coordenou a parte de Lisboa do projeto do "ReMapping Memories, lugares de memória Lisboa e Hamburgo", do Instituto Goethe.

  • FERNANDA POLACOW, vive entre Portugal e Brasil desde 2019. Mestranda em Antropologia Visual, é roteirista, realizadora e representante da Taturana em Portugal. Estuda e escreve sobre cinema e pós-colonialismo. Já escreveu e realizou para canais de televisão como Al Jazeera, HBO, Globo, RTP, NHK, entre outros. Indicada ao prêmio de Melhor Argumento Original pelo longa Mosquito, pela Academia Portuguesa de Cinema.

*sessão às 16h, debate às 17h (PRT)
 

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Sobre a realizadora

 

Safira Moreira nasceu no bairro do Engenho Velho da Federação, Salvador, em 1991. Há anos trabalha com imagens de pessoas negras, ao redor de uma política da memória. É diretora de fotografia, diretora e roteirista. Formou-se em cinema na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Roteirizou, dirigiu e montou seu primeiro curta-metragem "Travessia", premiado em diversos festivais nacionais e internacionais; distribuído pela Vitrine Filmes em 2018; e em 2019 filme de abertura do Festival Internacional de Rotterdam. Dirigiu a fotografia do curta "Eu, minha mãe e Wallace" (Irmãos Carvalho) premiado como Melhor Filme pelo júri popular do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e do longa-metragem "A Matéria Noturna" (Bernard Lessa), premiado como melhor filme na mostra Futuro Brasil no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Em 2019 roteirizou e dirigiu a série documental "Iyas Idanas - Mulheres da Cozinha", em fase de finalização. Em 2020 lançou a série "Olhares Negros" no IGTV (instragram). Está em processo de desenvolvimento do seu primeiro longa-metragem, Cais, premiado no Fundo Avon Mulheres do Audiovisual  e no RUMOS ITAÚ CULTURAL. Em 2021 dirigiu o curta-metragem "Alagbedé" e a websérie "Nebulosa".